Envolta pela escuridão
A noite espreguiça-se sobre a cidade.
Brota espontâneo o silêncio
Infindável no espaço da distância.
Acordada a minha alma procura-te, Senhor,
Num encontro urgente e necessário
De quem busca a Fonte da Vida.
Escuta-se o som das minhas palavras:
Atabalhoadas, apressadas,
Ansiosas,
Cheias de inquietude.
Depois,
Na dimensão do silêncio
Surge tão suave a Tua resposta
Pousando suave sobre a minha alma
Como o orvalho pousa
Sobre a madrugada que desponta.
Contacto tão simples e misterioso!
Dois seres
Um diálogo
Que não se ouve, nem se vê,
Mas que se sente
Tão plenamente!
domingo, 10 de fevereiro de 2008
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