domingo, 10 de fevereiro de 2008

CAMINHADA

Caminho escuro
Tenebroso.
Escuto gritos
Dilacerantes
Que me querem roubar a vida.
Perceguem-me!
Tombo sobre o meu cansaço.

Como é possível que ele?
Que tu?
Me tenhas aprisionado
Torturado
Tão indiferente
A tudo o que um dia nos uniu?

Que aconteceu aos dias lindos
Que percorremos
Lado a lado
Em doces tardes de sábado?

O terror de hoje,
A noite solitária,
A angústia incontrolável...

Porquê tu, meu irmão?
Porquê tu?

No chão enlameado
Caí a chuva sobre a dor da minha alma.

Alguém toca-me,
Ajuda-me.
Será um anjo?

Mas neste exacto momento,
Que mais importa?
Sei que caminho caminhos
De um tempo final.

Apenas me movimenta
A buscas do encontro pleno,
Deste Teu doce amor, sem igual!

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